
Parece que foi ontem, mas não foi, descendo as escadas escuras do tempo, as pedras inregulares e acinzentadas por pegadas, você foi me deixando aos poucos, foi se despedindo, sumindo em meio a densa neblina do dia, nem o frio cortante daquele inverno me incomodou, mais do que te ver partir, hoje eu sinto falta de teu abraço e queria ao menos, uma única vez , sentir-te de novo em minhas mãos. Mãos estas já calejadas de tanto tratar de onde moro, mas nem mesmo o teimoso corpo que doe no fim do dia, esquece de seu beijo. Por onde navegas agora? Por onde rasteja seus cabelos longos e negros? Para onde direciona seus olhos de diamante?
Espero eu um dia nem que por sinal, receber mensagens tua, deixe na areia, na garrafa a flutuar, na proa do navio a afundar, não importa onde esteja eu vou lá buscar, pois és meu amor , eterno e inesquecível amor.
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